Arquivo | Política RSS feed for this section

Sociais Democracias

23 out

Olá !! Este é meu primeiro post, no mundo dos blogs. Apresento a todos, um ensaio que estou produzindo sobre as democracias populares. É um esboço, pretendo desdobrar cada paragráfo. Mas demostra bem a linha de raciocinio que quero apresentar a vocês.

Espero que gostem.

Sociais Democracias – A incerteza de um sonho.

O clima de euforia nas primeiras décadas do século XX, nos EUA, parecia deixar claro, até mesmo aos focos embrionários vermelhos, a capacidade de desenvolver-se do capitalismo liberal. Solapado pela idéia egocêntrica sobre a humanidade de Smith, o mundo se convertia a invisible Hand, como sendo o bom e o correto.

Porém, o conceito sobre certo, correto e bom estão diretamente associados ao momento histórico. Podemos verificar esse axioma percorrendo os varios significados da moral, da justiça ou da bondade. O bom é aquilo que se adequa as necessidades momentanias.

A partir da rápida recostrução das economias europeiras,arrasadas pela 1º Guerra Mundial, os EUA se encontrava diante de um grave problema que iria se agravar em 1939. O que lhe exigiria remodelar o pensamento econômico de até então. Neste clima conturbardo, John Maynard Keynes, irá teorizar o modelo intervencionista de economia.

No Brasil, nós já compreendiamos este movimento com Getulio Vargas, o estado forte, gerenciando a economia e utilizador da prax conciliadora marcada pelo populismo.

Da Espanha à Finlândia, do Reino Unido a Grécia., pós Segunda Guerra Mundial, alcançar o Welfare State atráves das democracias sociais se tornou a nova palavra de ordem. O sonho que se proliferou pelo mundo e chegou hoje a nossa realidade política.

O que assusta é o período político em que esse sonho nos é apresentado. Em que, as democracias sociais estão em declínios e sofrendo fortes conturbações sociais.

Espanha, Portugal, Grécia, Itália, França, Suécia, Áustria, todas, com suas respectivas particularidades, apresentam, no geral, declínio em seus padrões de vida, aumento da xenofobia e a volta dos governos de extrema ultra-direita.

O modelo social-democrata se torna manco, paradoxalmente, diante do governo chinês e seus seguidores. Praticantes da flexibilização dos vínculos empregatício tornam-se, desta forma, muito mais produtivos e viáveis do que seus concorrentes.

No Brasil, um dos grandes defensores desta prática, o FHC e sua ramificações, traz está idéia como a melhor forma de desenvolver-se. Fica-se explicado, em partes, a negativa de grande parte da população, que vêem no atual governo uma forma de diminuir as discrepâncias sociais. Afinal, desenvolver-se enquanto metade do país é miserável não é só lamentável, como também, anti-ético.

Grande parte dos intelectuais americanos, como Ricardo Hausmann, professor em Harvard, afirmam que Lula não foi capaz de fazer reformas significativas na economia e somente goza dos frutos de seu antecessor. Mas, deve-se lembrar que, eles não foram capazes de serem críticos de suas próprias economias e se viram afundar em uma crise que quase os engoliram.

Dar continuidade ao governo atual é a única forma de manter o sonho de uma social-democracia brasileira. De transformar o país em um lugar menos desigual, mais justo.

Seguir a social democracia é seguir um sonho. Pode ser inviável, complexo, pode até nunca se tornar realidade. Mas aquele que não o faz não dá razão a sua vida.

Anúncios